Reverência pela vida

Publicado: 13/07/2010 em Pessoas Fantásticas
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A aparência é de um homem sólidamente plantado neste mundo. Mas não é verdade. Seu coração e sua cabeça se movem de acordo com uma lógica estranha de outro mundo que só ele vê.

Ganhador do Nobel da Paz de 1952, Albert Schweitzer, surpreendeu o mundo com a sua “Reverência pela vida”.

Doutorou-se em música, tornou-se o maior intérprete de Bach na Europa, dando concertos continuamente. Doutorou-se em teologia e escreveu um dos mais importantes livros de teologia deste século. Doutorou-se também em filosofia, e era professor na universidade de Estrasburgo, sendo também pastor e pregador.

Schweitzer tinha tudo àquilo que uma pessoa normal pode desejar. Ele era reconhecido por todos. Mas havia uma frase de Jesus que o seguia sempre: “A quem muito se lhe deu, muito se lhe pedirá.” E, aos vinte anos, ele fez um trato com Deus. Até os trinta anos ele iria fazer tudo aquilo que lhe dava prazer: daria concertos, falaria sobre literatura, sobre teologia, sobre filosofia. Ao trinta anos ele iniciaria um novo caminho. E foi o que ele fez. Aos trinta anos entrou para a escola de medicina, doutorou-se em medicina, e mudou-se para a África, para tratar de uns pobres homens atacados pelas doenças e abandonados. E lá passou o resto de sua vida.

Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Tratava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em benefício do próximo.

Foi um dos precursores da Bioética. O seu texto Etichs of Reverence for Life, apresenta os fundamentos para o pensamento bioético.

Albert Schweitzer aspirou sem fim à verdade, a paz, à liberdade e a humanidade. Ele trabalhou em prol de seres humanos perseguidos e ameaçados, levantando repetidas vezes sua alta voz para protestar contra o preconceito racial e alertando sobre o perigo da guerra nuclear.

Fonte: Rubem Alves , Wikipedia e Fundação Albert Schweitzer.

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